Existem momentos em que permanecer em silêncio parece mais fácil. Evitamos conflitos, adiamos decisões e tentamos não desagradar ninguém. Mas há situações em que a falta de posicionamento não é neutralidade; é uma escolha. Quando sabemos o que é certo e, ainda assim, escolhemos não agir, também estamos tomando uma decisão.
Tiago 4:17 diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado.” Esse versículo nos confronta porque mostra que a nossa responsabilidade não está apenas no que fazemos de errado, mas também naquilo que deixamos de fazer quando já sabemos qual deveria ser a nossa atitude.
Na Bíblia, muitos foram chamados a se posicionar. Ester precisou decidir se permaneceria em silêncio ou se arriscaria para defender seu povo. Daniel escolheu permanecer fiel mesmo diante da pressão. Eles não tinham controle sobre todas as consequências, mas entenderam que existiam momentos em que ficar calado custaria mais do que se posicionar.
Isso também acontece hoje. Às vezes, precisamos estabelecer limites, defender aquilo em que acreditamos, reconhecer um erro, dizer “não”, proteger nossa família ou simplesmente deixar claro onde estamos. Posicionamento não significa agir com agressividade, mas ter firmeza sem abandonar a sabedoria e o amor.
O medo de desagradar as pessoas pode nos fazer viver constantemente em cima do muro. Mas quem tenta agradar a todos termina, muitas vezes, deixando de ser fiel às próprias convicções. Nem todo mundo vai compreender suas escolhas, e nem toda decisão correta será confortável.
Oração: Senhor, dá-me sabedoria para saber quando devo falar e coragem para me posicionar quando for necessário. Livra-me do medo de desagradar pessoas e ajuda-me a agir com firmeza, amor e fidelidade àquilo que é certo. Amém.




Deixe um comentário